O Dia da Consciência Negra foi celebrado no dia 20 de novembro. Essa data homenageia e resgata as raízes negras do povo brasileiro. Sabendo de sua importância, a Escola Municipal de Ibaté “Julio Benedicto Mendes” trabalhou o tema com seus alunos no Projeto Leitura, colocando em pauta a importância de discutir a temática negra no ambiente escolar.

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Para o Diretor Alexandre Moraes Gaspar o Projeto Leitura foi um sucesso, encerrando com um tema de extrema relevância, que é a inclusão de assuntos ligados à África e ao povo negro na educação formal, sendo essa uma das estratégias para reconhecer a presença deles na história do Brasil.

“Finalizamos o Projeto Leitura em grande estilo. Dentro da proposta pedagógica adotada, acreditamos que através de projetos os alunos têm a oportunidade de aprender conceitos que possam levar por toda a vida, como conviver em harmonia, respeitar o próximo, aprender trabalhar em grupo, ser criativo, dentre outros. Conversamos com os docentes no início do ano letivo a respeito de alguns projetos, sendo um deles o de leitura, já que infelizmente com o avanço das tecnologias, cada vez menos as pessoas interessam-se por ela. Sendo assim, um dos nossos desafios é fazer que ela seja um hábito, transformando-se em algo prazeroso. O objetivo do Projeto foi alcançado, já que proporcionamos aos nossos educandos o gosto pela leitura e o amor ao livro. Com relação ao tema, é nosso papel ensinar conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileira. Sendo assim, privilegiamos o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. A sala de aula é um dos ambientes ideais para combater à discriminação e o preconceito racial. Se na escola a criança aprende e vivencia a igualdade, sem estereótipos e desinformação, o processo educacional vai contribuir para alcançarmos a cidadania plena e democrática para todas as raças”, explicou Gaspar.

O evento foi marcado por alegria, emoção e contou com a presença da presidente da Câmara Regina Célia Alves de Queiróz. Segundo o diretor foram 10 apresentações que encantaram e fizeram os presentes refletirem principalmente sobre a questão do respeito. “A intenção foi resgatar as raízes negras do povo brasileiro e conscientizar alunos e sociedade que não precisamos gostar das mesmas coisas, mas devemos respeitar e aceitar as diferenças. A turma do 3ºA da professora Josiane e 3ºB da docente Stephanie apresentaram uma linda canção africana chamada Si Ma Ma Ka; os alunos do 3ºC da professora Eliane apresentaram a brincadeira amarelinha africana; os discentes do 3ºD da docente Marlene cantaram e dançaram o samba enredo da Mangueira de 2019 – histórias para ninar gente grande; os alunos do 4ºA da professora Natalia e 4ºB da docente Mariana cantaram e dançaram a música chamada Sorriso Negro, da cantora Dona Ivone de Lara; os discentes do 4ºC da professora Vania dançaram a música Senhora Tentação, do artista Cartola; os alunos do 4ºD da professora Ana Maria apresentaram Dandalunda, de Margareth Menezes; os alunos do 5ºA do professor Mauro apresentaram o conto africano: por que o sol e a lua foram morar no céu, uma adaptação de Júlio Emílio Braz; a turma do 5ºB da docente Ana Cláudia apresentaram um jogral chamado negros; os alunos da professora Cristina do 5ºC  apresentaram um jogral chamado “Sou”, de Oliveira Silveira; e para finalizar o professor de música Fernando Henrique Vargas cantou com todos os alunos a música chamada “Ô boa noite pra quem é de boa noite” – Maculelê. Todos os alunos, professores e funcionários estão de parabéns, foram apresentações fantásticas e cheias de significado”, destacou Gaspar.

A coordenadora Rosangela Cruz relatou que durante todo o ano o assunto é trabalhado, mas no mês de novembro as atividades são intensificadas. “Os professores trabalharam o tema estimulando os alunos a refletirem sobre suas origens, abordando questões que vão muito além da escravidão. A iniciativa valoriza a oralidade e a arte africana a partir do resgate da cultura do continente e da discussão de sua contribuição para a formação da identidade cultural brasileira. Os professores familiarizaram os alunos com a literatura africana e incentivaram a leitura e a escrita, finalizando com lindas apresentações”, finalizou Rosangela.

Para o prefeito José Luiz Parella (PSDB) o Dia da Consciência Negra é importante para fazermos uma reflexão do quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas e suas conquistas, além de homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos. “O Dia da Consciência Negra é uma forma de combater o racismo, que mesmo depois da libertação não fez com que os negros recebessem o respeito que eles merecem. Por isso temos que trabalhar sobre o tema durante todo o ano, principalmente nas escolas, porque os alunos ao chegarem em suas casas realizam um importante papel, que é de multiplicar as informações que aprenderam, e isso faz toda a diferença para termos uma sociedade mais justa e igualitária” comentou o chefe do executivo.