Estreando como colunista no Sucesso São Carlos a psicóloga e psicopedagoga Patricia Sanchez Mastrantonio nos brinda com esse artigo esclarecendo sobre a TDA-H.

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A Psicopedagogia ocupa-se do aprendiz, levando em consideração as realidades objetivas e subjetivas que habitam o entorno da criança e do adolescente. Entende-se que o objetivo da Psicopedagogia é ajudar na adequação da realidade da criança á sua possibilidade de aprendizagem, promovendo uma ponte entre a criança e o conhecimento. (FERNANDEZ, 2001). 

O DSM-IV define o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, como um problema de saúde mental, que envolve a atenção e a hiperatividade/impulsividade. A característica essencial do transtorno é a prevalência de desatenção e/ou hiperatividade, mais frequente e severo do que aquele observado em crianças da mesma idade que estão no nível equivalente de desenvolvimento. (BENCZIK, 2000). 

Para ser considerada portadora de TDA-H é preciso que a criança apresente os sintomas há mais de seis meses e que eles apareçam em situações diversas. 

A criança com sintomas de desatenção geralmente não presta atenção a detalhes, como por exemplo, na escola, não copia da lousa uma frase completa, o trabalho escolar aparece confuso e desorganizado; já a hiperatividade se manifesta pela atividade corporal excessiva e desorganizada. Ela pode aparecer por meio da inquietação, ou seja, remexer- se na cadeira, não permanecer sentado quando deveria ou dificuldade em ficar em silêncio. (BENCZIK, 2000) 

Em relação á prática pedagógica, observa-se a contribuição dos rótulos, eles pouco contribuem para uma prática pedagógica comprometida com o desenvolvimento afetivo- cognitivo do aluno e com a transmissão/assimilação de conhecimentos. Os rótulos muitas vezes são utilizados para designar o aluno que não aprende. (CAMPOS, 1997). 

Conclui-se que o transtorno influencia a vida da criança e do adolescente, levando a prejuízos em múltiplas áreas, dentre elas o desempenho escolar, o qual depende de diferentes fatores como as características da escola, da família e do próprio indivíduo. Portanto, a busca de profissional especializado, como psicólogo, psicopedagogo, seria o mais indicado para auxiliar a criança e os pais a lidarem com a situação. 

Patricia Sanchez Mastrantonio
Psicóloga/Psicopedagoga
CRP 06/94716
Contato: (16) 99179-5476
patriciamastrantonio@hotmail.com
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