O intuito deste artigo é mostrar como estamos inseridos neste emaranhado de questões relacionadas ao pulmão do mundo.

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Por Bruno Zancheta.*

Nos últimos dias as redes sociais e os principais sites e revistas do Brasil e do mundo foram inundadas por uma série de comentários, artigos, crônicas, fotos e reflexões no sentido de que precisamos nos alertar para a preservação da Amazônia e as sucessivas ações desastrosas que ela vem sofrendo, como por exemplo, as ações desenfreadas provocadas pela mineração e extração da madeira e também a frequente tentativa de minguar nossa floresta. O intuito deste artigo é mostrar como estamos inseridos neste emaranhado de questões relacionadas ao pulmão do mundo. Vale frisar que nosso objetivo aqui é mostrar como podemos contribuir e assumir um papel transformador nesta história.

A Amazônia tem uma vasta extensão de mais de 5,5 milhões de metros quadrados, sendo que deste grande território, 42% são de floresta que nunca se alaga, com o expressivo título de a maior floresta do mundo dividida em oito países sul-americanos, fato que o caracteriza como o maior ecossistema do planeta.

Outra informação que precisa ser considerada quando falamos de Amazônia, é que, segundo o censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estática), mais de trezentos mil indígenas vivem na Amazônia, a maioria em uma zona rural, sendo eles das mais variadas etnias e que carregam consigo a cultura e a história original de nosso país e, isto é inegável.

Líderes mundiais, como Angela Merkel e Emmanuel Macron, chanceler da Alemanha e presidente da França, respectivamente, mostraram sua real e clara preocupação com nossa Amazônia, com o desbloqueio de U$$ 20 milhões (R$ 83 milhões) por parte do G7, formado pelas sete maiores potências econômicas do mundo, auxiliando no combate principalmente aos incêndios que tomam conta da Amazônia e para um futuro reflorestamento. Há um intenso debate sobre a utilização ou não deste recurso, sem dúvida nenhuma seria de grande valia.

Para que tenhamos uma ideia do tamanho de desafio, segundo o programa queimadas, no último mês de Agosto tivemos mais de trinta mil focos de queimadas em apenas um único mês, chegando ao assustador número de mil queimadas por dia.

Indo além, é hora de considerarmos que, nos últimos anos, por exemplo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estática) o desmatamento cresceu vertiginosamente, mais de 50%, caindo novamente de 2004 para cá. Resta a questão: como podemos ajudar?

Precisamos fazer valer a velha máxima: “O exemplo vem de casa”. Começamos a cuidar da Amazônia quando reciclamos, quando não jogamos lixo nas vias públicas, quando não poluímos com diversos tipos de substâncias, quando economizamos o uso de papéis, quando plantarmos árvores e as cultivamos, isso são atitudes efetivas. Recondicionar, reconstruir, recuperar, reciclar, conservar, economizar, desapegar-se, manter: esses são verbos indispensáveis para a preservação ambiental. Parecem aos nossos olhos medidas irrisórias, mas são elas que modificam nossa cidade, nosso estado e nosso país. Mantém as ruas limpas, preservam nosso planeta.

Debater, discutir e nos preocuparmos com a Amazônia é sim de extrema importância, mas o momento é tão crítico que exige ações construtivas e se agirmos, nos colocarmos como protagonistas desse processo, e passaremos a ser a chave que irá transformar e modificar todo um contexto pernicioso. Só assim, poderemos efetivamente encampar mais esta bandeira e defender nossa Amazônia. Quem tem, cuida. Ela é a nossa, é parte de todos nós brasileiros!

* O autor é Cientista Político, Cientista Social e Antropólogo pela UFSCar -Universidade Federal de São Carlos. Graduando em História pela UNIP -Universidade Paulista, Assessor Parlamentar, São-Carlense e apaixonado pela vida. É colunista do site Sucesso São Carlos e da Revista Ponto Jovem. 
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